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Apyãwa (Tapirapé)

Xaokãtoʼi em expedição de busca por akamãxywã (taquari)
Foto: João Lucas Santos Rego (2025)

Makãpyxowa em oficina de produção de flechas.
Foto: João Lucas Santos Rego (2025)

A caminho da Serra do Urubu Branco (Yrywoʼywãwa).
Foto: João Lucas Santos Rego (2025)

Xaokãtoʼi em expedição de busca por akamãxywã (taquari)
Foto: João Lucas Santos Rego (2025)
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Território: Terras Indígenas Urubu Branco (MT) e Tapirapé/Karajá (MT)
Povo/comunidade: Apyãwa (Tapirapé)

Os Apyãwa, historicamente conhecidos como Tapirapé, habitam o sudeste da Amazônia, em uma região de transição entre a floresta amazônica e o cerrado brasileiro. Suas aldeias (-tãwa) distribuem-se entre as Terras Indígenas Urubu Branco (MT) e Tapirapé/Karajá (MT), que constituem apenas um fragmento do que delineiam como seu território tradicional (Apyãwa ywy), estendendo-se do nordeste de Mato Grosso ao sudeste do Pará. Há séculos, orientados pelas visões e previsões de seus outrora poderosos xamãs, estabeleceram suas aldeias nas imediações do rio Tapirapé (Awiowy) e do "bebedouro do urubu-branco" (Yrywo'ywãwa — Serra do Urubu Branco).
Desde a homologação da Terra Indígena Urubu Branco, em 1998, que conferiu contornos oficiais à fragmentação desse território, os Apyãwa enfrentam invasões em sua porção norte pelos maira (brancos, não indígenas). À medida que essas invasões avançam em direção às aldeias situadas ao sul, destruindo a floresta por meio do desmatamento e das queimadas anuais, intensificam-se também as preocupações dos Apyãwa. Compartilhada com os axyga (espíritos), a floresta é diretamente afetada por essas transformações e a violência desses processos desperta a irritação desses não humanos, que retaliam por meio de doenças e outros acontecimentos.
A expedição Apyãwa (Tapirapé)
A expedição focaliza a visita dos axyga (espíritos) às aldeias apyãwa por ocasião das festas (tarywa), dedicando especial atenção às ações produtivas que a possibilitam, como a feitura da casa cerimonial (takãra), das roupas (axyga ryro) e dos alimentos que lhes são ofertados.
Pesquisador Responsável:
João Lucas Santos Rego (Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia - PPGAA/Ufopa)
Equipe de pesquisa local:
- Samuel Oparaxowa Tapirapé (Antropólogo, professor e pesquisador local);
- Koria Valdvane Tapirapé (Antropólogo, professor e pesquisador local);
- Xaokãto'i Roberto Tapirapé (conhecedor e guia local);
- Oropeʼi Tapirapé (conhecedor e guia local).
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