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Piratapuia (Wa´ikahana)

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Território: Ucapinima -Iauaretê (Cachoeira das Onças) – AM; Terra Indígena do Alto Rio Negro.

Povo/comunidade: Piratapuia (Wa´ikahana) / Arapaço. 

 

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Os Piratapuia Wehetará habitavam em grande aldeia em Ucapinima, no baixo Papurí – Colômbia. Houve uma diáspora e alguns grupos se espalharam pelo alto, baixo e médio Vaupés; outros no baixo Rio Negro até Manaus. Atualmente, o grupo piratapuia wehetará ainda conserva e preserva o território de Ucapinima como seu território de memórias, de coleta, caça, pesca e estadia em época de férias escolares.  Devido a busca de oferta de escolarização vivem no distrito de Iauareté, onde fazem parte do dos povos do tronco linguístico tukano (Tariano, Dessano, Uanano, Kubeo, Tuiuca, Hupda e outros povos). O povo Piratapuia se encontra em um conjunto plurilíngue de povos falantes de oito línguas diferentes, pertencentes à família linguística do tronco tukano; além da língua oficial o português, falam e entendem a língua espanhola. São grandes conhecedores da floresta onde vivem, um saber que envolve a observação detalhada para o cuidado e usufruto pelos ciclos de vida e das relações entre os diferentes seres do cosmos para uma vida aprazível em seu território. Em Iauareté, há o predomínio de pequenos comércios geridos pelos próprios indígenas. Neste lugar pluriétnico, exogâmico e fratrilinear, os Piratapuia vivem suas práticas tradicionais, se articulam e entrelaçam com conhecimentos de bahsesé (benzimentos), coleta de frutos, pesca, caça, cultivo de mandioca, trocas e vendas com produtos industrializados. Mantêm a vivência de uma série de conhecimentos, páticas de uso e cuidados tradicionais.

A expedição Piratapuia
A expedição investiga práticas de uso do fogo e cuidados das floretas pelo Piratapuia, na perspectiva dos conhecimentos sobre a transformação diante das mudanças climáticas. Uma prática de manejo florestal ligado às práticas cosmopolíticas e cosmotécnicas de restauração e regeneração das florestas, do fogo e terras. Práticas de uso e cuidados que se articulam com as relações e negociações feitas com os seres e espíritos da floresta (nʉhkʉ̃ly mahsã), a partir da perspectiva indígena e dos sábios e sábias, das mulheres artesãs e das narrativas cosmológicas do território. 


Pesquisador Responsável: 
José Carlos Almeida Cruz (Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS/UFAM)

Equipe de pesquisa local:

- João Lemos (kumu interlocutor da comunidade Loiro)
- João Arimar Noronha Lana (pesquisador local)

 

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