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Yanomami - Maturacá

Reunião semanal da Associação de Mulheres Yanomami Kumirãyoma (AMYK), na sede em Maturacá (AM).
Foto: Mariana Spagnuolo Furtado (2025)

Pintura facial de urucum, uma forma de proteção antes de adentrar a floresta em busca de fibras.
Foto: Mariana Spagnuolo Furtado (2025)

Artesã trançando cesto com cipó e përɨsɨ. Os grafismos remetem às histórias dos tempos de origem.
Foto: Mariana Spagnuolo Furtado (2025)

Reunião semanal da Associação de Mulheres Yanomami Kumirãyoma (AMYK), na sede em Maturacá (AM).
Foto: Mariana Spagnuolo Furtado (2025)
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Território: Terra Indígena Yanomami
Povo/comunidade: Yanomami, comunidades da região de Maturacá (São Gabriel da Cachoeira/AM)
Os Yanomami habitam um dos maiores territórios indígenas oficialmente reconhecidos do mundo, localizado entre o Brasil e a Venezuela. Do lado brasileiro, a Terra Indígena Yanomami (TIY) conta com cerca de 9,6 milhões de hectares e uma população de cerca de 30 mil pessoas. É um povo falante de seis línguas diferentes, pertencentes à família linguística Yanomami. São grandes conhecedores da floresta onde vivem, um saber que envolve a observação detalhada dos ciclos de vida e das relações entre os diferentes seres do cosmos. Em 2015, na região de Maturacá, sudoeste da TIY, foi criada a Associação de Mulheres Yanomami Kumirãyoma (AMYK) com o objetivo de contribuir com a continuidade da cestaria. O nome da associação vem de Kumirãyoma, um espírito feminino ligado ao perfume da floresta, que traz beleza, saúde e alegria para as mulheres. A cada três ou quatro meses, elas articulam expedições para coletar matéria-prima e alimentos silvestres em locais afastados da comunidade e, assim, mantêm viva uma série de conhecimentos e práticas tradicionais.
A expedição Yanomami
A expedição investiga práticas de manejo florestal ligadas à produção da cestaria yanomami, considerando as relações e negociações feitas com os seres e espíritos da floresta, a partir da perspectiva das mulheres artesãs e das narrativas cosmológicas.
Pesquisadores Responsáveis:
Mariana Spagnuolo Furtado (Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS/UFSC)
Rafael Victorino Devos (Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social - PPGAS/UFSC)
Equipe de pesquisa local:
- Ana Lúcia Paixão Vilela (pesquisadora local)
- Carlinha Lins Santos (condutora de campo)
- Cleto da Silva Lopes (barqueiro)

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